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Startup cria tecnologia para tornar colheitas mais eficientes sem prejudicar meio ambiente

https://revistapegn.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/07/startup-cria-tecnologia-para-tornar-colheitas-mais-eficientes-sem-prejudicar-meio-ambiente.html

Rodrigo Lovato e Luzo Dantas: fundadores da Effatha Agro (Foto: Divulgação)


Effatha Agro, startup com sede na cidade de Santo André utiliza baixas frequências emitidas por satélites para aumentar produtividade de plantações


CARINA BRITO

29 JUL 2022 - 06H01 ATUALIZADO EM 29 JUL 2022 - 06H01


Tornar as plantações mais produtivas sem prejudicar o meio ambiente é o objetivo da Effatha Agro, startup com sede em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Fundada por Rodrigo Lovato e Luzo Dantas, a empresa utiliza baixas frequências emitidas por satélites que são capazes de afastar átomos de nutrientes contidos nos solos. Com o fertilizante em tamanho menor, a planta absorve com mais facilidade. “A planta consegue metabolizar esse elemento gastando menos energia”, explica Lovato. “Ou seja, com a mesma energia que ela capta da luz solar, ela consegue produzir mais. E é isso que interessa para o produtor rural e para todos nós que consumimos alimentos.” Segundo a empresa, a taxa de melhora na eficiência das lavouras varia de acordo com o tipo de cultura e da época do ano, mas fica em torno de 30%.


Um ponto importante para o negócio é que isso é feito sem gerar resíduos e sem possuir o solo. “Como trabalhamos com frequências via satélite, não colocamos nenhum produto químico ou biológico na plantação. É uma técnica totalmente limpa que faz uma diferença muito grande para a produção, que também terá mais valor agregado”, diz Lovato.


Segundo Dantas, foram sete anos de pesquisa para entender como a frequência poderia movimentar átomos. “Obtivemos o primeiro resultado com sal e, a partir disso, vimos que era possível trabalhar com qualquer elemento químico”, afirma o empreendedor. A tecnologia começou a ser testada no final de 2017, inicialmente em lavouras de cana-de-açúcar. Em 2019, a startup começou a comercializar a solução.

Para a safra de 2021, a empresa passou a utilizar a tecnologia em outras culturas, como soja, milho, algodão, feijão etc. Atualmente, a ferramenta está disponível para 14 tipos de plantação.


A startup diz que não pode abrir o nome de clientes por cláusulas dos contratos, mas que atende a diferentes perfis. “Não existem restrições de tamanho. Atendemos pequenos produtores rurais e grandes propriedades”, diz Marcelo Leonessa, CEO da Effatha Agro. E a startup garante que a solução é bastante precisa com relação à localização, sendo possível direcionar as frequências para que elas atinjam apenas as plantações de seus clientes.


No momento, a tecnologia está sendo utilizada em cerca de 60 mil hectares — dos quais 10 mil são de clientes pagantes. No restante, é utilizada como demonstração gratuita durante uma safra para que os produtores rurais tenham a chance de comprovar os resultados antes de pagar pela tecnologia.


A empresa nasceu com foco no Brasil, mas o objetivo é alcançar clientes de outros países. já que o satélite utilizado pela empresa pode atingir qualquer parte do mundo. Por enquanto, a tecnologia está em fase de testes em 10 países além do Brasil, incluindo Argentina, Uruguai, Bélgica, Estados Unidos, Portugal e Israel.



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