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  • Foto do escritorJoão Leonessa

Tecnologia para uma melhor colheita

Atualizado: 19 de dez. de 2023

por: SÉRGIO VIEIRA



"A gente vai sair da casa de centenas de milhares de hectares para centenas de milhões. Perspectiva é de crescer 5 vezes" MARCELO LEONESSA CEO DA EFFATHA TECNOLOGIA


Pensa em um filme de ficção em que é possível ajustar os átomos em laboratórios absolutamente modernos, levando-se em conta as diferentes frequências para deixá-los mais próximos ou mais distantes, e replicar esse conhecimento na melhoria da produtividade de alguma atividade. Pensou? Pois é, mas isso é real, e está disponível para a agricultura.

O desenvolvimento desse novo modelo, que vem dando resultados expressivos, foi feito pela Effatha Tecnologia, criada em 2000, em Santo André (SP). “No fim de 2000, eu vi um vídeo na internet que mostrava uma placa de alumínio submetida a uma frequência e formava diversos desenhos. E foram sete anos de pesquisa para que a gente pudesse criar essa tecnologia para afastar os átomos. Se o elemento existe na tabela periódica, é possível fazer esse afastamento”, disse Luzo Dantas Júnior, cofundador e atual CTO da Effatha Agro. O que Dantas Júnior criou teve como base os princípios históricos do inventor sérvio e engenheiro eletrotécnico Nikola Tesla, conhecido por suas contribuições no sistema de fornecimento de eletricidade em corrente alternada. Ele dizia que para descobrir os segredos do universo, é necessário pensar em termos de energia, frequência e vibração. E o conselho foi seguido pela Effatha. Conceitualmente a tecnologia é simples, ainda que seja necessário muita pesquisa e trabalho. E a descoberta conseguiu assegurar mais produtividade nas lavouras. “Como a gente afasta essas moléculas, ela fica mais facilmente absorvível pela planta, que a absorve de uma forma mais fácil. Com isso, ela economia energia e gera produtividade maior. São mais grãos e mais frutos”, afirmou Dantas Júnior. Para isso, é necessário a informação georreferenciada, qual a cultura e a data em que o plantio vai ser realizado. O tratamento da empresa ocorre uma semana antes do início do plantio, para que possa ser possível trabalhar os macro e micronutrientes do solo, e deixá-los disponíveis para a semente que será plantada.

Mas o que, na prática, significa distanciar esses elementos, como compostos de potássio, magnésio, fósforo? “A gente deixa essa ligação química da molécula mais frágil. Com isso, a planta vai u ção que afasta átomos e ajuda a aumentar produtividade em até 25% precisar de menos energia para fazer a metabolização, já que, com a nossa tecnologia, a ajudamos nesse processo”, disse Marcelo Leonessa, CEO da Effatha Tecnologia. Com essa energia que sobra, segundo ele, a planta acaba se alimentando melhor e convertendo isso em maior produtividade. No caso do alumínio no solo, por exemplo, o processo na lavoura da cana-de-açúcar consiste em deixar a molécula mais compacta e, com isso, fica menos disponível. A planta, então, acaba puxando menos alumínio do que buscaria no solo, diminuindo esse impacto, que poderia ser prejudicial. “Nesse caso, a gente agrega valor, gerando mais hectare por tonelada”, afirmou o presidente- -executivo. Na média, o ganho de produtividade gira entre 15% e 25%, garantindo uma colheita maior no espaço disponível. Isso, no entanto, não significa mexer no ciclo produtivo. O que vai aumentar é o número de sacos por hectare na hora da colheita.

O carro-chefe da Effatha, a exemplo do cenário da agricultura brasileira, é a soja, seguida por milho. Mas há aplicações em diversas culturas, com presença em boa parte dos estados brasileiros. A tecnologia da empresa também tem sido usada na Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Bolívia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, entre outros. O Brasil hoje é o grande consumidor dos produtos da Effatha, correspondendo a 80% da receita. Nos últimos cinco anos, período em que a tecnologia começou a ser disponibilizada no mercado, o crescimento do faturamento sem sido exponencial. A expectativa é de fechar 2023 com receita de US$ 5 milhões, com alta de 70% em relação ao ano anterior. O próximo passo será avançar nas cooperativas, deixando de se comunicar com um produtor para se comunicar diretamente com um número muito maior de potenciais clientes. “A gente vai sair da casa de centenas de milhares de hectares para centenas de milhões de hectares. A mudança do jogo passa a ser brutal. Há uma perspectiva de crescimento invejável, de três a cinco vezes”, disse Leonessa. A colheita da Effatha está repleta. E ainda de forma sustentável, sem qualquer agressão ao meio ambiente. Uma equação perfeita, no melhor estilo Nikola Tesla.




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