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Tecnologia com frequências extremamente baixas aumenta eficiência nutricional da soja

  • Foto do escritor: João Leonessa
    João Leonessa
  • 12 de mar
  • 2 min de leitura



"Laboratório na Esalq testou tecnologia em parceria com o setor produtivo e resultados demonstram avanços na eficiência fisiológica da soja e indica impactos positivos em campo" Um estudo publicado na revista científica Plants (https://www.mdpi.com/2223-7747/15/3/495) amplia a validação de uma tecnologia que começa a ganhar terreno nas lavouras: a aplicação de frequência de baixa intensidade com a finalidade de avaliar o comportamento de parâmetros morfofisiológicos como o comprimento de raízes e índice de clorofila.

Realizado em parceria entre o Laboratório de Eletrofisiologia de Plantas sob Estresse da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a empresa Effatha, o estudo avaliou, em um cultivo de soja em ambiente controlado por 45 dias, os efeitos da aplicação de Frequência Extremamente Baixa (ELF, 0–100 Hz) sobre parâmetros morfofisiológicos da soja, especialmente sob condições de menor disponibilidade de nutrientes.

O experimento foi liderado pela pesquisadora Fernanda Miotti e pelo Prof. Ricardo Ferraz do departamento de Ciências Biológicas, coordenador do laboratório. “Trata-se de uma tecnologia que surge como alternativa promissora para sistemas agrícolas mais sustentáveis”, aponta o docente.

Para Rodrigo Lovato, Diretor de Aplicações da empresa, os resultados são promissores. “A aplicação de Frequência Extremamente Baixa (ELF) pode aumentar o índice de clorofila e melhorar a eficiência no uso de nutrientes em plantas de soja, inclusive em condições de menor disponibilidade nutricional”.

Os resultados indicaram que um dos tratamentos testados promoveu aumento significativo no índice de clorofila — pigmento diretamente relacionado à fotossíntese — mesmo quando as plantas receberam apenas 50% da solução nutritiva padrão. Segundo os pesquisadores, o efeito pode estar associado a uma maior eficiência na assimilação e metabolização de nutrientes essenciais, como fósforo e potássio.

Além disso, observou-se que diferentes configurações de frequência podem modular estratégias adaptativas das plantas. Em um dos tratamentos, houve estímulo ao crescimento radicular, característica associada à maior exploração do solo em condições de estresse nutricional.

“Essa tecnologia não gera resíduos e pode representar uma ferramenta complementar para aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos”, aponta Luzo Dantas Junior Diretor de Desenvolvimento da Effatha.

Tecnologia – Na prática, a ferramenta testada em ambiente controlado na Esalq atua no espaçamento interatômico das moléculas presentes no solo e que podem, de acordo com o estímulo de baixa frequência, agrupar ou dissipar elementos químicos conforme a demanda nutricional da planta. As frequências utilizadas nos experimentos foram aplicadas a campo via satélite (área georreferenciada) e em laboratório via chip (RFID adaptado para a emissão de frequências) por meio de tecnologia baseada em sequências de ELF desenvolvida pela empresa brasileira Effatha Technology e utilizada como ferramenta experimental para investigação científica.

No caso do teste realizado na Esalq, observou-se tratamento que estimulou maior alongamento radicular, indicando possível estratégia adaptativa da planta sob restrição nutricional. Também observou-se tratamento que aumentou significativamente o índice de clorofila, mesmo sob condições de menor disponibilidade de nutrientes.

Texto: Caio Albuquerque (11/03/2026)

 
 
 

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